“Contenham esse avanço... Façam qualquer coisa, por menor que seja... Mantenham aberta ainda que seja uma só porta dentre cem, pois conquanto que tenhamos pelo menos uma porta aberta, não estaremos numa prisão.”
(G.K.C)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

O valor da lógica

"O primeiro valor da lógica é ser uma arma para derrotar os lógicos."

Chesterton [1]
[1] Certa vez derrotou Bertrand Russell (um dos pais da lógica moderna) em um debate.

A força da mulher

A força da mulher não está nos músculos; não é uma força mecânica. É algo espiritual, sublime e inexplicável, que faz o coração do homem ajoelhar-se como um servo a esperar ordens...

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Impondo limites

O homem é uma criatura e toda a sua felicidade consiste em ser uma criatura. Quem viola essa condição de felicidade do homem, da única felicidade, esgota-se na perpétua e inútil ânsia de ser uma imitação grotesca do Criador, em vez de criatura ciente de seus limites.

Originalidade

Se alguma vez me ocorreu de ser original, foi sem querer...

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Afeição


O cão late para os estranhos que nunca lhe fizeram qualquer mal e sacode a cauda para os velhos conhecidos embora jamais lhe tenham feito qualquer bem. A criança pode amar um velho jardineiro carrancudo que quase não nota sua presença e guardar distância do visitante que faz tudo para atraí-la.
[....]
A afeição pode amar os que não possuem atrativos.
[....]
A Afeição possui seus próprios critérios. Seus objetos precisam ser familiares.
[....]
A glória especial da Afeição é que ela pode unir aqueles que mais enfaticamente, e até de maneira cômica, não o foram [....] Ela pode existir entre um jovem universitário e uma velha enfermeira, embora suas mentes habitem mundos diversos. Ele ignora até mesmo a barreira das espécies. Nós a vemos não só entre cão e homem, mas também, surpreendentemente, entre cão e gato [....] É o mais humilde e mais largamente difundido de todos os amores, o amor em que nossa experiência mais se aproxima daquela dos animais.

Lewis

domingo, 11 de janeiro de 2009

"Na minha opinião..."


Já notaram que as pessoas têm o costume de dar opinião sobre o que desconhecem? Pior ainda, defendem a opinião, mesmo infundada, com unhas e dentes.

Muitas vezes é hilário. Já vi, não poucas vezes, a pessoa desconhecer determinado assunto no qual pedem sua opinião, então ela pede para que a expliquem o assunto para poder opinar. Talvez não haja nada de errado com essa atitude de primeiro querer entender o assunto ali, rapidamente, para se posicionar, caso se trata de coisas simples, ou de mero gosto ou de problemas que normalmente a intuição basta. Mas não é o que se vê. Todos os dias podemos encontrar pessoas dando suas opiniões sobre o conflito no Oriente Médio, sobre a crise financeira mundial, sobre as medidas tomadas para a administração de um país, etc. Os fundamentos, se é que os têm, geralmente são tirados da própria cabeça, ou de um “ter ouvido falar”, ou de um telejornal.

Eu sempre digo às pessoas que gostam de opinar sobre o governo do país, que mal consigo arrumar minha mesa de trabalho. Imagine, então, “arrumar” esse território imenso que é nossa pátria.

Alguém já havia dito que era uma pena que os maiores estrategistas para governar o país estavam ocupados demais cortando o cabelo dos outros ou dirigindo seus táxis. É uma crítica à mania de dar opinião sobre o que desconhece. Realmente se ouve muitas opiniões nos salões de beleza e nas corridas de táxi.

Temos que ter bases sólidas para nossas opiniões em assuntos “delicados”. Devemos pesquisar os especialistas no assunto, quem são eles, qual a tendência de cada um, etc. Não posso defender o comunismo lendo apenas Marx, mas preciso conhecer críticas ao marxismo, defesas do capitalismo , etc.

Não posso criticar a veracidade da bíblia porque li “O Código da Vinci” (sic)[1]. Dan Brown não tem credencial alguma pra servir de fundamento nesse assunto. Se querem criticar, por favor, pelo menos tenham alguma base respeitável. E ninguém tem uma base sólida conhecendo apenas um dos lados. Quem tiver a curiosidade de procurar saber o outro lado de “O Código da Vinci”, verá que se trata de uma brincadeira de mau gosto, todo construído sob casuística[2].

Devemos ser honestos e somente nos posicionarmos firmemente naquilo que tivermos oportunidade de conhecer melhor. Não estou querendo dizer que só devemos defender aquilo que tenhamos grande compreensão, mas que não devemos acreditar no primeiro que nos fala. Se você acha que o assunto merece atenção e que ele mexe com verdades importantes, então você precisa investigar honestamente e, como todo detetive, deve ser criterioso quando for buscar fontes de informação. Mais ainda, você deve procurar construir uma base, um fundamento pelo qual você avaliará as informações que chegam até você (o “bom senso” é uma parte desse fundamento). Afinal de contas, informações podem estar certas ou erradas.

[1] SIC é um advérbio latino, que significa literalmente "assim". É usado para indicar ao leitor que aquilo que ele acabou de ler, por errado ou estranho que pareça, é assim mesmo.
[2] Casuística é um tipo de argumentação que se utiliza de especulações para legitimar algo.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

São tantos, mas tão poucos...


Estou com um problema de gerenciamento de espaço. Não cabem mais livros em minhas estantes. Fiz uma das coisas que acho das mais ridículas: não tendo mais espaço nas prateleiras, enfileirei livros na frente daqueles que estavam na estante. Assim, não vejo os que estão por trás, muitas vezes tenho que ficar tirando os da frente para ver se o livro que estou procurando está no fundo.
Não pensem que acho isso legal, "puxa, tenho tantos livros que nem cabem nas prateleiras!", nada disso, sinto-me um idiota que compra mais do que pode ler. "São tantos livros, mas tão poucos...", é assim que vejo, são muitos pro tempo que tenho para ler, mas tão poucos para a sede de aprender... (já senti inveja, quando em um filme vi um presidiário tendo o tempo todo pra ler).
Não vou mentir, exitem muitos na "fila" e não tenho um cronograma de leitura. Simplismente vou lendo um aqui, outro acolá, começo um e paro, começo três ao mesmo tempo e vou até a contracapa, enfim, depende de como estou e de como é o livro.
Mas a verdade é que compro mais do que posso ler, porque tenho medo de não poder esclarecer uma dúvida no momento em que ela surgir. Eu posso até não ter lido muitos dos meus livros, mas sei exatamente do que cada um trata, é como se eu tivesse uma fotografia do sumário e da resenha na minha cabeça. Então, quando uma dúvida surge, já sei em quais procurarei. No entanto, não quero ser um colecionador de livros, que de tanto comprá-los esqueceu de lê-los. Deus sabe que cada volume que compro, sinto-me sedento para que chegue a vez dele (confesso que muitas vezes alguns furam a fila).
Ah, não me acho nada inteligente, por isso, tento compensar me esforçando em aprender e tenho sorte de não detestar esse esforço, na verdade, acho ele agradável. Sou, no máximo, interessado.
Sentei-me só para "desabafar" sobre meu problema de falta de espaço, mas acabei me estendendo à falta de tempo e à falta de "QI". Então vou parar por aqui, sob pena de acabar demonstrando minha falta de bom senso de que esse assunto só me diz respeito e que eu deveria ficar calado...

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Diversão e Aprendizagem

Não sei quando nem como se deu a segregação entre diversão e aprendizagem. Hoje em dia, ou nos divertimos ou adquirimos conhecimento, os dois não podem mais estar juntos. Como aprender é "chato", então... diversão!
Experimente falar numa mesa de bar algo que você anda estudando...
Se você e sua turma consegue fazer isso sem problemas, vocês são idiotas alienados... é isso que dizem os de fora.

sábado, 27 de dezembro de 2008

Minha biblioteca

Nos próximos dias passarei pelo grande desafio de catalogar meus livros. Cadastrarei, um a um, em um programa no meu computador.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Eros



Dou naturalmente o nome de Eros àquele estado que chamamos de “estar amando”.
[....]
Quando Eros está em nós essa é uma de suas marcas: preferimos ser infelizes com o ente amado a ser felizes em quaisquer outros termos.
[....]
Eros jamais hesita em dizer: “Antes isto do que a separação. Melhor ser miserável com ela do que feliz sem ela. Deixe que nossos corações se partam, desde que se partam juntos”.
C.S. Lewis