“Contenham esse avanço... Façam qualquer coisa, por menor que seja... Mantenham aberta ainda que seja uma só porta dentre cem, pois conquanto que tenhamos pelo menos uma porta aberta, não estaremos numa prisão.”
(G.K.C)

sexta-feira, 18 de abril de 2008

Meus limites, minha felicidade



Todos os psicólogos têm em comum a mesma receita para a felicidade humana: uma relação proporcional entre nossos desejos e nossas capacidades. “Quanto mais imaginarmos nosso sucesso, mais capaz tornamo-nos para alcançá-los”, dizem eles. Porém, a melhor maneira de amar algo é dar-se conta de que podemos perdê-lo. Ao contrário da obsessiva auto-afirmação que constitui a receita dos psicólogos e à crença moderna, esta máxima conduz à humildade como fonte de plenitude pessoal. O homem pode imaginar êxitos quase ilimitados, porém só quando descobre e aceita os limites de sua condição é que poderá ter satisfação na vida. Querer abarcar tudo e ser tudo, só trás frustração. A imaginação é o fermento da inteligência, mas manipulá-la para o auto-engano de que nossa força mental pode fazer com que o mundo se adapte aos nossos desejos não é saudável. Parafraseando Chesterton, se você quer ter felicidade ilimitada, ponha limites a ela, ainda que por um só momento. Quer perceber o quão magnífico é poder enxergar as coisas, feche os olhos.

Um comentário:

Elis disse...

Esse texto é de sua autoria? Adorei... Como disse o Pe. Fabio de Melo, em uma palestra, "tudo que nos acostumamos na vida corre o risco de perder o valor". Quando estamos acostumados a ter algo tendemos a não valorizar o que temos porque a possibilidade de perda nos parece muito remota. Essa é uma dura realidade. Eu que o diga...rsrsrs. Beijo.