“Contenham esse avanço... Façam qualquer coisa, por menor que seja... Mantenham aberta ainda que seja uma só porta dentre cem, pois conquanto que tenhamos pelo menos uma porta aberta, não estaremos numa prisão.”
(G.K.C)

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

Afeição


O cão late para os estranhos que nunca lhe fizeram qualquer mal e sacode a cauda para os velhos conhecidos embora jamais lhe tenham feito qualquer bem. A criança pode amar um velho jardineiro carrancudo que quase não nota sua presença e guardar distância do visitante que faz tudo para atraí-la.
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A afeição pode amar os que não possuem atrativos.
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A Afeição possui seus próprios critérios. Seus objetos precisam ser familiares.
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A glória especial da Afeição é que ela pode unir aqueles que mais enfaticamente, e até de maneira cômica, não o foram [....] Ela pode existir entre um jovem universitário e uma velha enfermeira, embora suas mentes habitem mundos diversos. Ele ignora até mesmo a barreira das espécies. Nós a vemos não só entre cão e homem, mas também, surpreendentemente, entre cão e gato [....] É o mais humilde e mais largamente difundido de todos os amores, o amor em que nossa experiência mais se aproxima daquela dos animais.

Lewis

5 comentários:

Ronni Anderson disse...

Nossa, muito bom esse excerto!

Agnon Fabiano disse...

Lewis, como sempre, muito observador...

Elis disse...

Lewis... claro! Admirável observação.

Walter Cruz disse...

Lindo trecho!

Para mim esse livro é importante por de certa forma redimir os outros amores que não o Ágape. Abraços!

Agnon Fabiano disse...

Concordo, Walter. Foi através deste livro que percebi a importância que tem cada tipo de amor.